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A aplicação da SFDR para os participantes do mercado financeiro - 8 horas online

Formação Acreditada pela DGERT


No setor financeiro, os fundos de investimento necessitam de esclarecer ao mercado de forma clara e simples se incorporam na seleção dos seu ativos critérios ambientais, sociais e de governação (ESG na expressão anglo-saxónica de “environmental, social and governance”). Atualmente não existe obrigatoriedade dos fundos terem algum critério ESG. No entanto é obrigatório: a nível corporativo identificar principais impactos negativos (PAI) de cada fundo, identificar na política de investimento se e de que forma os temas ESG são ou não considerados, e de que forma os temas ESG são ou não incluídos na política de remunerações; e a nível do produto é obrigatório declarar no prospeto do fundo de que forma o fundo inclui ou não algum tipo de critério (tem de dizer que é artigo 6º se não incluir critérios ESG na seleção dos ativos; artigo 8º se tiver critérios ESG na seleção dos ativos e artigo 9º se o fundo tiver objetivos de sustentabilidade). Neste contexto, os fundos terão Templates de divulgações pré-contratuais e periódicas específicas (aplicáveis aos Produtos Artigo 6º, 8º e 9º). Parte dessas informações diz respeito ao impacte ambiental e social dos seus ativos, o que pode implicar a recolha de informação primária junto das empresas, relacionada com emissões de gases com efeitos de estufa, percentagem de energia renovável consumida, diferença salarial entre género e outras informações já descritas na documentação associada à regulação SFDR – Sustainable Finance Disclosure Regulation (Regulamento de Divulgação de Finanças Sustentáveis). Tal significa que este regulamento que incide sobre fundos, tem um impacte direto naquelas empresas que têm capital de fundos ou empresas que procurem por futuros investidores, sendo fundamental que estas empresas disponibilizem os tais dados acima identificados de forma anual e, idealmente trimestral.

Recentemente esta regulação tem sido alvo de novas consultas públicas, estando atualmente em cima da mesa a criação de obrigatoriedades mínimas de percentagens de ativos nas carteiras que sejam “sustentáveis”, caso no nome do fundo estejam palavras como “verde, sustentabilidade, descarbonização, entre outros.” Uma vez que a origem deste regulamento era evitar o greenwashing por parte dos fundos de investimento, então gradualmente a regulação tenderá a ficar mais apertada.


Esta formação irá ajudar:

  • os fundos de investimento a desenhar um roteiro para a implementação da SFDR

  • as empresas que procuram por investidores ou empresas que façam parte de fundos, a compreender a informação que devem reportar aos investidores. 


A formação está estruturada da seguinte forma:


  • Módulo 1 (2h): Divulgações 10 março 2021 e os Principais Impactes Negativos

  • Módulo 2 (2h): Requisitos das divulgações pré-contratuais (Produtos Artigo 8.º e 9.º). O SFDR fact sheet que as empresas “investees” devem divulgar

  • Módulo 3 (2h): Requisitos das divulgações periódicas (Produtos Artigo 8.º e 9.º). O SFDR fact sheet que as empresas “investees” devem divulgar

  • Módulo 4 (2h): A importância de evitar o greenwashing e definição de um roteiro para a Implementação da SFDR



Valor 400€ (+IVA) para as empresas; 400€ (incluindo IVA) para pessoas individuais; 250€ (incluindo IVA) para desempregados e estudantes não empregados


Duração & Formato 8 horas | online


Datas & Horário Maio 2024


Público-Alvo Administradores e gestores de fundos, bem como as respetivas equipas técnicas; equipas que criem fundos; gestores de empresas



Formadores


Pedro Wilton

Economista, MBA, cerca de 30 anos de experiência no setor financeiro, mercado de capitais, regulação e operações de finanças sustentáveis.​ Atualmente é Diretor na Systemic, sendo responsável pelos projetos com o setor financeiro relacionados com ESG, taxonomia e estratégias de sustentabilidade e Professor na Pós Graduação de Mercados Financeiros no ISCTE.

No passado exerceu funções no Banco Nacional Ultramarino; no Regulador dos mercados, CMVM; como assessor do Gabinete da Secretaria de Estado do Tesouro e Finanças, com especiais funções no setor financeiro e privatizações; e na Euronext, onde teve funções comerciais junto do tecido empresarial nacional (grandes empresas e PME)

Tem a Licenciatura em Economia pela Universidade Nova de Lisboa, e um MBA com especialização em Finanças, pela Universidade Católica Portuguesa. Tem também o curso de executivos do ISEG sobre “Sustainable Finance “


Sofia Santos

CEO da Systemic, especialista em financiamento climático e em estratégias de Sustentabilidade. Tem ajudado várias empresas a desenhar as suas estratégias de sustentabilidade e a responderem a requisitos de investidores, tendo trabalhado também na conceção dos mercados voluntários de carbono. A nível internacional é, atualmente, consultora para a região de África no Green Climate Fund das Nações Unidas e consultora em Climate and Sustainability Finance em vários projetos para a Agência Francesa de Desenvolvimento.

Sofia Santos é autora de sete livros, dos quais três se dedicam ao financiamento sustentável. No ISEG é co-coordenadora do curso executivo de "Sustainable Finance", e dá aulas de temas de sustentabilidade e ESG ao MBA, Mestrado de Finanças entre outros cursos para executivos. 

Tem licenciatura em Economia pela ISEG, mestre em Economia pela Birkbeck College na Universidade de Londres e doutora pela Middlesex University em Londres sobre o papel do banco na promoção do desenvolvimento sustentável. Tem a certificação “EFFAS Certified ESG Analyst” e completou o curso onlide sobre a TCFD dinamizado pela UNEP FI, tendo obtido a nota final de 9,5 num total de 10 pontos.

Formadores:

Pedro Wilton

Sofia Santos

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