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Conferência Internacional

Atualizado: 21 de set. de 2023

“De hoje até 2050: a urgência de reconhecer que o Planeta está a mudar.”


O objetivo da conferência foi alertar a comunidade empresarial e financeira para a urgência de se incluir, nas decisões empresariais de hoje, os riscos ambientais, climáticos e sociais.

Contou com a participação de nomes relevantes, nacionais e internacionais, ligados à ciência, economia e finanças onde se destacam Pedro Matos Soares, da Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, James Vaccaro, do Clube de Roma e Peter Blom, Co-chair do Sustainable Finance Lab e fundador e antigo CEO do Banco Triodos. Principais takeways da conferência

Pedro Matos Soares Num breve enquadramento do mundo atual destacou, entre outros, o aumento constante da temperatura média global, as perdas de precipitação, o degelo no ártico e correspondente subida do nível médio do mar e o aumento do número de pessoas deslocadas devido a catástrofes naturais (25 milhões em 2019). Apresentou alguns dados do “Roteiro Nacional para a Adaptação 2100 – Avaliação da vulnerabilidade do território Português às alterações climáticas no século XXI”, onde destacou o aumento de temperatura de 6,5 graus, perdas de precipitação de 25% e o aumento em 10 vezes do número de ondas de calor em 2100. “O clima futuro depende de nós. O futuro do clima vai depender das nossas atividades.” – Pedro Matos Soares.


James Vaccaro Apontou alguns cenários sobre como será a economia em 2050 destacando-se a “Gestão de Desastres”, no cenário mais negativo, e a “Regeneração Integrada”, no cenário mais positivo, este último concebido de acordo com modelos que otimizam o crescimento sustentável, alinhado com a ecologia e o bem-estar social, a “economia Donut” e o cooperativismo de plataforma, por exemplo. “Os limites do planeta não são negociáveis, mas os negócios continuam a adiar a gestão destes – James Vaccaro Peter Blom Fez um breve enquadramento sobre o atual sistema financeiro. De seguida partilhou as barreiras a ultrapassar para que o atual sistema financeiro dê um passo decisivo para a mudança de paradigma e o que fazer para as ultrapassar. Terminou com a sua visão do sistema financeiro para 2050, onde se destacam: o apoio à economia real onde a dimensão e a taxa de crescimento da economia real e do sector financeiro estarão alinhadas; a existência de um setor financeiro significativamente regulamentado que coabitará com bancos locais e de pequena escala; onde o clima e outros riscos sociais futuros serão incorporados no modelo empresarial, nos cenários e na modelação dos riscos.

O atual sistema financeiro “é um grande obstáculo à eliminação progressiva da velha economia, e um novo paradigma financeiro é extremamente importante para permitir uma nova economia que seja justa para as pessoas e que funcione dentro dos limites do planeta.” – Peter Blom A conferência contou ainda com a intervenção de líderes de empresas nacionais que já contribuem para um futuro sustentável e deixaram também os seus contributos para esta discussão que é de todos nós. “O planeta vai continuar. O problema será a nossa capacidade de viver nesse planeta.“ – Pedro Penalva, CEO, Aon Portugal, Espanha, África & Israel

“Todas as companhias devem ter uma estratégia para salvar o planeta, combinando crescimento com medidas regenerativas.” – Steven Braekeveldt, CEO, AGEAS Portugal

“Há muitos riscos para os quais o negócio tem de se adaptar e adaptar novos modelos de exploração. Os modelos de exploração têm de ser mais regenerativos.” – Georgete Félix, Administradora, Companhia das Lezírias

“Muitas empresas não acordaram para o óbvio. Daqui a dois anos todas a empresas que não são PME vão ter de começar a reportar a sua prestação ambiental.” – Margarida Couto, Partner, Vieira de Almeida

“É através da legislação que se faz o caminho correto para atingir a economia real.” – Clara Raposo, Vice Governadora, Banco de Portugal ​

“Os bancos têm de ter um papel mais próximo das comunidades.” – Filipa Saldanha, Diretora de Sustentabilidade, Crédito Agrícola

“O sector imobiliário está alerta, estamos a acompanhar e a trabalhar para o futuro.” – Florence Ricou, CEO, Insula Capital

“Temos a obrigação moral de fazer (alguma coisa pelo planeta). Tenha ou não tenha impacto.“ – Gilberto Jordan, Grupo André Jordan

“Foi uma conferência onde procuramos pensar 2050 e os diversos temas que vão ser desafiantes devido às alterações climáticas. O que podemos concluir é que não existem muitas certezas, exceto que as alterações climáticas existem, Portugal será um país altamente afetado por elas, e que isso terá um impacte significativo ao nível da economia. Por isso, é necessária uma colaboração radical para conseguir co-criar um sistema financeiro mais regenerativo, em que a medida do seu sucesso seja o impacte positivo que tem na sociedade e não apenas no retorno financeiro e na forma tradicional de lucro.” – Sofia Santos, CEO, Systemic

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